15 de junho de 2015

A Estética de Kant I

É com Emmanuel Kant que a estética consolida-se como uma modalidade autônoma da experiência humana. Na “Crítica da Faculdade de Julgar”, de 1790, Kant descreve os fundamentos do juízo de gosto, diferenciando-o das demais formas de juízo.
Algumas ideias do autor:
1. O JUÍZO DE GOSTO É UM JUÍZO ESTÉTICO
* O juízo estético não é lógico. A apreensão da beleza não se refere ao conhecimento do objeto, mas ao sentimento de prazer ou desprazer na percepção do objeto.
* O fundamento do juízo de gosto é subjetivo. A beleza não se encontra no objeto (aparência ou forma), mas no modo como o sujeito é afetado pela sensação (prazer ou desprazer). O belo se refere aos sentimentos do observador pelos objetos percebidos.
2. O JUÍZO ESTÉTICO é diferente do JUÍZO de conhecimento
* Um juízo de conhecimento refere-se ao conceito de um objeto
* Um juízo estético refere-se exclusivamente ao sujeito (ao sentimento suscitado nele)
* Os juízos de gosto não são demonstráveis como os juízos lógicos (autonomia da estética)
3. O SENTIMENTO DE BELEZA É DESINTERESSADO
* O INTERESSE implica sempre a existência do objeto; envolve o desejo acerca do objeto.
* O sentimento de Beleza é contemplação (não se importa com a existência da coisa).
A partir do quadro abaixo, podemos entender, de modo breve, as diferenciações que Kant faz entre o agradável, o bom e o belo:
Para pensar: 
- Como podemos compreender o juízo de gosto na obra de Kant?
- Como Kant estabelece as diferenças entre o juízo estético e o juízo do conhecimento?
- O que significa para o autor, considerar que o belo é aquilo que apraz de modo desinteressado? O julgamento desinteressado é possível?
- De acordo com o quadro acima, quais as principais diferenças entre o que o ser humano considera como agradável, bom e belo?

Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo, Forense Universitária, 2ª ed., Rio de Janeiro - RJ, 1995.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro - RJ, 1999.


30 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

Teatro e Filosofia, cada um com suas características próprias e únicas. Isso é indiscutível! Mas por que não aproximá-los? Construir uma ponte entre os dois, na busca de novos caminhos para amenizar a inquietude humana.
Há 28 anos o Grupo de Teatro a Turma do Dionísio busca essa aproximação para realizar o seu trabalho.
Foram mais de 20 montagens teatrais... Muitos desafios e algumas conquistas. Em breve, serão 29 anos!
Teatro A Turma do Dionisio deseja a todos um bom ANO NOVO!
Agradecemos a todos que fazem parte da nossa história!

11 de junho de 2014

A Estética na Filosofia

A Estética se constitui como uma área autônoma de estudos na Filosofia no século XVIII. Alexander Baugarten justifica a necessidade e refuta as objeções à fundação de uma "nova ciência": "a ciência do conhecimento sensitivo." Mesmo considerando as percepções sensoriais como formas de conhecimento inferiores ao conhecimento racional, o autor reforça a importância de uma ciência capaz de ordenar os conhecimentos decorrentes dos sentidos. Propõe uma ciência análoga à Lógica, capaz fornecer princípios para pensar as "artes liberais" e o belo.
Sobre o surgimento da Estética como área do conhecimento autônoma, Adolfo Vázquez destaca:
"Embora já na Antiguidade grega encontremos reflexões sobre problemas estéticos... a Estética como ramo do saber ou disciplina filosófica especial é relativamente jovem. Nasce em meados do século XVIII, quando o filósofo alemão Alexander Baumgarten constrói a primeira teoria estética sistemática a que dá, pela primeira vez, o nome de Estética... Em consonância com o significado original do termo, Baumgarten entende por Estética uma teoria do saber sensível ou conhecimento inferior em relação ao saber racional, superior, que é objeto da lógica, e a teoria das ações da vontade, objeto da ética." (VÁZQUEZ, 1999, pg. 8/9)

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 Para pensar: 
- Quais as relações entre a Estética e a Filosofia?
- Que relações podemos perceber entre a Estética e a "Ciência" na obra de Baumgarten?
- Quais as principais dificuldades enfrentadas pela Estética para se tornar uma área de conhecimento autônoma na Filosofia?
- Quais as concepções de beleza predominantes nas imagens acima? Quais as relações entre essas concepções e as ideias de Baumgarten?
Para ler:
BAUMGARTEN, Alexander G. Estética. A lógica da arte e do poema, Vozes, Petrópolis - RJ, 1993.
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.

2 de maio de 2014

A Estética no Cotidiano e na Filosofia

A palavra estética está presente em diferentes situações e ocasiões do nosso cotidiano, como mostram as imagens abaixo:
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Na Filosofia, os gregos utilizavam o termo "aisthesis" para designar o que está relacionado aos sentidos, à sensibilidade...

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Para pensar: 
- Que relações podemos encontrar entre as imagens do cotidiano e o conceito de Estética presente na história da Filosofia?
- O que as pessoas pensam sobre a Estética?
- Qual a relação entre a Estética e a sociedade contemporânea?
Para ler:
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.

16 de agosto de 2013

Dia do Filósofo

Circula pelas redes sociais a informação que 16 de agosto é o Dia do Filósofo. Talvez seja um bom momento para um exercício filosófico. O que é ser um filósofo? O que pode significar a filosofia no mundo em que vivemos? Certamente poderíamos pensar em muitas possibilidades diferentes para responder estas questões. Prefiro pensar na filosofia como um universo aberto ao questionamento, à dúvida e, inclusive, à possibilidade de não encontrar respostas. Olhar o chão onde pisamos costumeiramente, com um certo distanciamento para compreender e transformar...
Lembrando Sócrates...
do livro Filosofia Para Principiantes (Richard Osborne e Ralph Edney)