30 de dezembro de 2016

Um 2017 Com Mais Arte!

O Grupo de Teatro A Turma do Dionísio deseja que a Arte e o Teatro sejam, cada vez mais, presenças constantes e significativas em nossas vidas...
Em 30 anos de história, muitos desafios e conquistas nos acompanharam... Em breve, serão 31 anos! Agradecemos a todos que fazem parte da nossa história! O que nos faz existir e resistir é o seu apoio...

9 de março de 2016

A Estética de Kant II

Na “Crítica da Faculdade de Julgar”, de 1790, Kant define o juízo de gosto como um juízo estético e subjetivo, que diz respeito ao sentimento de prazer ou desprazer causado no sujeito pelo objeto. Diante do belo, o homem sente um prazer desinteressado. Entretanto, a complacência na beleza não é privada. O juízo de gosto reivindica uma universalidade. Ele possui um caráter universal peculiar, isto é, possui uma universalidade subjetiva, que diz respeito ao sentimento do sujeito. Justamente porque esta complacência é independente de qualquer interesse pode ser estendida a qualquer um.
O juízo de gosto é também um juízo necessário “exemplar”: é um juízo não deduzido de conceitos e que vale apenas de modo condicional. A necessidade no juízo de gosto pressupõe a existência de uma comunicabilidade universal do sentimento de prazer ou desprazer.
Para pensar: 
- Como podemos relacionar o ditado popular "gosto não se discute" e a ideia de universalidade para o Juízo de Gosto pretendida por Kant?
- Podemos estabelecer relações entre o julgamento sobre o belo com a cultura e a história? Quais?
- Como o autor caracteriza a universalidade do Juízo do Gosto?

Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo, Forense Universitária, 2ª ed., Rio de Janeiro - RJ, 1995.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro - RJ, 1999.

29 de dezembro de 2015

Feliz 2016!

O Grupo de Teatro A Turma do Dionísio deseja a todos um bom ANO NOVO! Em 29 anos de trabalho muitos foram os caminhos: teatro de atores, teatro de bonecos, teatro de sombras... e mais algumas invenções. Nessa trajetória, uma plateia diversificada: crianças, jovens, adultos, idosos... pessoas de grandes e pequenas cidades, comunidades do interior, aldeias indígenas... e outras mais... No Brasil ou em outro país, o que nos move é a cumplicidade com o público e o amor ao teatro.
Em janeiro, serão 30 anos de trabalho! Que bom que você faz parte da nossa história!

15 de junho de 2015

A Estética de Kant I

É com Emmanuel Kant que a estética consolida-se como uma modalidade autônoma da experiência humana. Na “Crítica da Faculdade de Julgar”, de 1790, Kant descreve os fundamentos do juízo de gosto, diferenciando-o das demais formas de juízo.
Algumas ideias do autor:
1. O JUÍZO DE GOSTO É UM JUÍZO ESTÉTICO
* O juízo estético não é lógico. A apreensão da beleza não se refere ao conhecimento do objeto, mas ao sentimento de prazer ou desprazer na percepção do objeto.
* O fundamento do juízo de gosto é subjetivo. A beleza não se encontra no objeto (aparência ou forma), mas no modo como o sujeito é afetado pela sensação (prazer ou desprazer). O belo se refere aos sentimentos do observador pelos objetos percebidos.
2. O JUÍZO ESTÉTICO é diferente do JUÍZO de conhecimento
* Um juízo de conhecimento refere-se ao conceito de um objeto
* Um juízo estético refere-se exclusivamente ao sujeito (ao sentimento suscitado nele)
* Os juízos de gosto não são demonstráveis como os juízos lógicos (autonomia da estética)
3. O SENTIMENTO DE BELEZA É DESINTERESSADO
* O INTERESSE implica sempre a existência do objeto; envolve o desejo acerca do objeto.
* O sentimento de Beleza é contemplação (não se importa com a existência da coisa).
A partir do quadro abaixo, podemos entender, de modo breve, as diferenciações que Kant faz entre o agradável, o bom e o belo:
Para pensar: 
- Como podemos compreender o juízo de gosto na obra de Kant?
- Como Kant estabelece as diferenças entre o juízo estético e o juízo do conhecimento?
- O que significa para o autor, considerar que o belo é aquilo que apraz de modo desinteressado? O julgamento desinteressado é possível?
- De acordo com o quadro acima, quais as principais diferenças entre o que o ser humano considera como agradável, bom e belo?

Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo, Forense Universitária, 2ª ed., Rio de Janeiro - RJ, 1995.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro - RJ, 1999.


30 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

Teatro e Filosofia, cada um com suas características próprias e únicas. Isso é indiscutível! Mas por que não aproximá-los? Construir uma ponte entre os dois, na busca de novos caminhos para amenizar a inquietude humana.
Há 28 anos o Grupo de Teatro a Turma do Dionísio busca essa aproximação para realizar o seu trabalho.
Foram mais de 20 montagens teatrais... Muitos desafios e algumas conquistas. Em breve, serão 29 anos!
Teatro A Turma do Dionisio deseja a todos um bom ANO NOVO!
Agradecemos a todos que fazem parte da nossa história!

11 de junho de 2014

A Estética na Filosofia

A Estética se constitui como uma área autônoma de estudos na Filosofia no século XVIII. Alexander Baugarten justifica a necessidade e refuta as objeções à fundação de uma "nova ciência": "a ciência do conhecimento sensitivo." Mesmo considerando as percepções sensoriais como formas de conhecimento inferiores ao conhecimento racional, o autor reforça a importância de uma ciência capaz de ordenar os conhecimentos decorrentes dos sentidos. Propõe uma ciência análoga à Lógica, capaz fornecer princípios para pensar as "artes liberais" e o belo.
Sobre o surgimento da Estética como área do conhecimento autônoma, Adolfo Vázquez destaca:
"Embora já na Antiguidade grega encontremos reflexões sobre problemas estéticos... a Estética como ramo do saber ou disciplina filosófica especial é relativamente jovem. Nasce em meados do século XVIII, quando o filósofo alemão Alexander Baumgarten constrói a primeira teoria estética sistemática a que dá, pela primeira vez, o nome de Estética... Em consonância com o significado original do termo, Baumgarten entende por Estética uma teoria do saber sensível ou conhecimento inferior em relação ao saber racional, superior, que é objeto da lógica, e a teoria das ações da vontade, objeto da ética." (VÁZQUEZ, 1999, pg. 8/9)

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 Para pensar: 
- Quais as relações entre a Estética e a Filosofia?
- Que relações podemos perceber entre a Estética e a "Ciência" na obra de Baumgarten?
- Quais as principais dificuldades enfrentadas pela Estética para se tornar uma área de conhecimento autônoma na Filosofia?
- Quais as concepções de beleza predominantes nas imagens acima? Quais as relações entre essas concepções e as ideias de Baumgarten?
Para ler:
BAUMGARTEN, Alexander G. Estética. A lógica da arte e do poema, Vozes, Petrópolis - RJ, 1993.
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.

2 de maio de 2014

A Estética no Cotidiano e na Filosofia

A palavra estética está presente em diferentes situações e ocasiões do nosso cotidiano, como mostram as imagens abaixo:
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Na Filosofia, os gregos utilizavam o termo "aisthesis" para designar o que está relacionado aos sentidos, à sensibilidade...

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Para pensar: 
- Que relações podemos encontrar entre as imagens do cotidiano e o conceito de Estética presente na história da Filosofia?
- O que as pessoas pensam sobre a Estética?
- Qual a relação entre a Estética e a sociedade contemporânea?
Para ler:
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.