O Grupo de Teatro A Turma do Dionísio deseja que a Arte e o Teatro sejam, cada vez mais, presenças constantes e significativas em nossas vidas...
Em 30 anos de história, muitos desafios e conquistas nos acompanharam... Em breve, serão 31 anos!
Agradecemos a todos que fazem parte da nossa história! O que nos faz existir e resistir é o seu apoio...
30 de dezembro de 2016
9 de março de 2016
A Estética de Kant II
Na “Crítica da Faculdade de Julgar”, de 1790, Kant define o juízo de gosto como um juízo estético e subjetivo, que diz respeito ao sentimento de prazer ou desprazer causado no sujeito pelo objeto. Diante do belo, o homem sente um prazer desinteressado. Entretanto, a complacência na beleza não é privada. O juízo de gosto reivindica uma universalidade. Ele possui um caráter universal peculiar, isto é, possui uma universalidade subjetiva, que diz respeito ao sentimento do sujeito. Justamente porque esta complacência é independente de qualquer interesse pode ser estendida a qualquer um.
O juízo de gosto é também um juízo necessário “exemplar”: é um juízo não deduzido de conceitos e que vale apenas de modo condicional. A necessidade no juízo de gosto pressupõe a existência de uma comunicabilidade universal do sentimento de prazer ou desprazer.
Para pensar:
- Como podemos relacionar o ditado popular "gosto não se discute" e a ideia de universalidade para o Juízo de Gosto pretendida por Kant?
- Podemos estabelecer relações entre o julgamento sobre o belo com a cultura e a história? Quais?
- Como o autor caracteriza a universalidade do Juízo do Gosto?
Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
O juízo de gosto é também um juízo necessário “exemplar”: é um juízo não deduzido de conceitos e que vale apenas de modo condicional. A necessidade no juízo de gosto pressupõe a existência de uma comunicabilidade universal do sentimento de prazer ou desprazer.
Para pensar:
- Como podemos relacionar o ditado popular "gosto não se discute" e a ideia de universalidade para o Juízo de Gosto pretendida por Kant?
- Podemos estabelecer relações entre o julgamento sobre o belo com a cultura e a história? Quais?
- Como o autor caracteriza a universalidade do Juízo do Gosto?
Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo, Forense Universitária, 2ª ed., Rio de Janeiro - RJ, 1995.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro - RJ, 1999.
29 de dezembro de 2015
Feliz 2016!
O Grupo de Teatro A Turma do Dionísio deseja a todos um bom ANO NOVO! Em 29 anos de trabalho muitos foram os caminhos: teatro de atores, teatro de bonecos, teatro de sombras... e mais algumas invenções. Nessa trajetória, uma plateia diversificada: crianças, jovens, adultos, idosos... pessoas de grandes e pequenas cidades, comunidades do interior, aldeias indígenas... e outras mais... No Brasil ou em outro país, o que nos move é a cumplicidade com o público e o amor ao teatro.
Em janeiro, serão 30 anos de trabalho! Que bom que você faz parte da nossa história!
Em janeiro, serão 30 anos de trabalho! Que bom que você faz parte da nossa história!
15 de junho de 2015
A Estética de Kant I
É com Emmanuel Kant que a estética consolida-se como uma modalidade autônoma da experiência humana. Na “Crítica da Faculdade de Julgar”, de 1790, Kant descreve os fundamentos do juízo de gosto, diferenciando-o das demais formas de juízo.
Algumas ideias do autor:
1. O JUÍZO DE GOSTO É UM JUÍZO ESTÉTICO
* O juízo estético não é lógico. A apreensão da beleza não se refere ao conhecimento do objeto, mas ao sentimento de prazer ou desprazer na percepção do objeto.
* O fundamento do juízo de gosto é subjetivo. A beleza não se encontra no objeto (aparência ou forma), mas no modo como o sujeito é afetado pela sensação (prazer ou desprazer). O belo se refere aos sentimentos do observador pelos objetos percebidos.
2. O JUÍZO ESTÉTICO é diferente do JUÍZO de conhecimento
* Um juízo de conhecimento refere-se ao conceito de um objeto
* Um juízo estético refere-se exclusivamente ao sujeito (ao sentimento suscitado nele)
* Os juízos de gosto não são demonstráveis como os juízos lógicos (autonomia da estética)
3. O SENTIMENTO DE BELEZA É DESINTERESSADO
* O INTERESSE implica sempre a existência do objeto; envolve o desejo acerca do objeto.
* O sentimento de Beleza é contemplação (não se importa com a existência da coisa).
A partir do quadro abaixo, podemos entender, de modo breve, as diferenciações que Kant faz entre o agradável, o bom e o belo:
Para pensar:
- Como podemos compreender o juízo de gosto na obra de Kant?
- Como Kant estabelece as diferenças entre o juízo estético e o juízo do conhecimento?
- O que significa para o autor, considerar que o belo é aquilo que apraz de modo desinteressado? O julgamento desinteressado é possível?
- De acordo com o quadro acima, quais as principais diferenças entre o que o ser humano considera como agradável, bom e belo?
Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
Algumas ideias do autor:
1. O JUÍZO DE GOSTO É UM JUÍZO ESTÉTICO
* O juízo estético não é lógico. A apreensão da beleza não se refere ao conhecimento do objeto, mas ao sentimento de prazer ou desprazer na percepção do objeto.
* O fundamento do juízo de gosto é subjetivo. A beleza não se encontra no objeto (aparência ou forma), mas no modo como o sujeito é afetado pela sensação (prazer ou desprazer). O belo se refere aos sentimentos do observador pelos objetos percebidos.
2. O JUÍZO ESTÉTICO é diferente do JUÍZO de conhecimento
* Um juízo de conhecimento refere-se ao conceito de um objeto
* Um juízo estético refere-se exclusivamente ao sujeito (ao sentimento suscitado nele)
* Os juízos de gosto não são demonstráveis como os juízos lógicos (autonomia da estética)
3. O SENTIMENTO DE BELEZA É DESINTERESSADO
* O INTERESSE implica sempre a existência do objeto; envolve o desejo acerca do objeto.
* O sentimento de Beleza é contemplação (não se importa com a existência da coisa).
A partir do quadro abaixo, podemos entender, de modo breve, as diferenciações que Kant faz entre o agradável, o bom e o belo:
Para pensar:
- Como podemos compreender o juízo de gosto na obra de Kant?
- Como Kant estabelece as diferenças entre o juízo estético e o juízo do conhecimento?
- O que significa para o autor, considerar que o belo é aquilo que apraz de modo desinteressado? O julgamento desinteressado é possível?
- De acordo com o quadro acima, quais as principais diferenças entre o que o ser humano considera como agradável, bom e belo?
Para ler:
FERRY, Luc. Homo Aestheticus. A invenção do Gosto na Era Democrática, Ensaio, São Paulo - SP, 1994.
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo, Forense Universitária, 2ª ed., Rio de Janeiro - RJ, 1995.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro - RJ, 1999.30 de dezembro de 2014
Feliz 2015!
Teatro e Filosofia, cada um com suas características próprias e únicas. Isso é indiscutível! Mas por que não aproximá-los? Construir uma ponte entre os dois, na busca de novos caminhos para amenizar a inquietude humana.
Há 28 anos o Grupo de Teatro a Turma do Dionísio busca essa aproximação para realizar o seu trabalho.
Foram mais de 20 montagens teatrais... Muitos desafios e algumas conquistas. Em breve, serão 29 anos!
Teatro A Turma do Dionisio deseja a todos um bom ANO NOVO!
Agradecemos a todos que fazem parte da nossa história!
Há 28 anos o Grupo de Teatro a Turma do Dionísio busca essa aproximação para realizar o seu trabalho.
Foram mais de 20 montagens teatrais... Muitos desafios e algumas conquistas. Em breve, serão 29 anos!
Teatro A Turma do Dionisio deseja a todos um bom ANO NOVO!
Agradecemos a todos que fazem parte da nossa história!
11 de junho de 2014
A Estética na Filosofia
A Estética se constitui como uma área autônoma de estudos na Filosofia no século XVIII. Alexander Baugarten justifica a necessidade e refuta as objeções à fundação de uma "nova ciência": "a ciência do conhecimento sensitivo." Mesmo considerando as percepções sensoriais como formas de conhecimento inferiores ao conhecimento racional, o autor reforça a importância de uma ciência capaz de ordenar os conhecimentos decorrentes dos sentidos. Propõe uma ciência análoga à Lógica, capaz fornecer princípios para pensar as "artes liberais" e o belo.
Sobre o surgimento da Estética como área do conhecimento autônoma, Adolfo Vázquez destaca:
"Embora já na Antiguidade grega encontremos reflexões sobre problemas estéticos... a Estética como ramo do saber ou disciplina filosófica especial é relativamente jovem. Nasce em meados do século XVIII, quando o filósofo alemão Alexander Baumgarten constrói a primeira teoria estética sistemática a que dá, pela primeira vez, o nome de Estética... Em consonância com o significado original do termo, Baumgarten entende por Estética uma teoria do saber sensível ou conhecimento inferior em relação ao saber racional, superior, que é objeto da lógica, e a teoria das ações da vontade, objeto da ética." (VÁZQUEZ, 1999, pg. 8/9)
Clique na imagem para ampliar

Para pensar:
- Quais as relações entre a Estética e a Filosofia?
- Que relações podemos perceber entre a Estética e a "Ciência" na obra de Baumgarten?
- Quais as principais dificuldades enfrentadas pela Estética para se tornar uma área de conhecimento autônoma na Filosofia?
- Quais as concepções de beleza predominantes nas imagens acima? Quais as relações entre essas concepções e as ideias de Baumgarten?
Para ler:
BAUMGARTEN, Alexander G. Estética. A lógica da arte e do poema, Vozes, Petrópolis - RJ, 1993.
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.
Sobre o surgimento da Estética como área do conhecimento autônoma, Adolfo Vázquez destaca:
"Embora já na Antiguidade grega encontremos reflexões sobre problemas estéticos... a Estética como ramo do saber ou disciplina filosófica especial é relativamente jovem. Nasce em meados do século XVIII, quando o filósofo alemão Alexander Baumgarten constrói a primeira teoria estética sistemática a que dá, pela primeira vez, o nome de Estética... Em consonância com o significado original do termo, Baumgarten entende por Estética uma teoria do saber sensível ou conhecimento inferior em relação ao saber racional, superior, que é objeto da lógica, e a teoria das ações da vontade, objeto da ética." (VÁZQUEZ, 1999, pg. 8/9)
Para pensar:
- Quais as relações entre a Estética e a Filosofia?
- Que relações podemos perceber entre a Estética e a "Ciência" na obra de Baumgarten?
- Quais as principais dificuldades enfrentadas pela Estética para se tornar uma área de conhecimento autônoma na Filosofia?
- Quais as concepções de beleza predominantes nas imagens acima? Quais as relações entre essas concepções e as ideias de Baumgarten?
Para ler:
BAUMGARTEN, Alexander G. Estética. A lógica da arte e do poema, Vozes, Petrópolis - RJ, 1993.
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.
2 de maio de 2014
A Estética no Cotidiano e na Filosofia
A palavra estética está presente em diferentes situações e ocasiões do nosso cotidiano, como mostram as imagens abaixo:
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Na Filosofia, os gregos utilizavam o termo "aisthesis" para designar o que está relacionado aos sentidos, à sensibilidade...
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Para pensar:
- Que relações podemos encontrar entre as imagens do cotidiano e o conceito de Estética presente na história da Filosofia?
- O que as pessoas pensam sobre a Estética?
- Qual a relação entre a Estética e a sociedade contemporânea?
Para ler:
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.
Na Filosofia, os gregos utilizavam o termo "aisthesis" para designar o que está relacionado aos sentidos, à sensibilidade...
Para pensar:
- Que relações podemos encontrar entre as imagens do cotidiano e o conceito de Estética presente na história da Filosofia?
- O que as pessoas pensam sobre a Estética?
- Qual a relação entre a Estética e a sociedade contemporânea?
Para ler:
BAYER, Raymond. Historia de la Estética, Fondo de Cultura Económica, México, 1993.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro – RJ, 1999.
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